Como patrono do Instituto escolhemos São Josemaria Escrivá (1902-1975), sacerdote católico espanhol e fundador da Prelazia Opus Dei; homem dedicado à vida acadêmica e ao fomento da vida de estudos dos seus dirigidos espirituais. Dizia ele: “Para um apóstolo moderno, uma hora de estudo é uma hora de oração” (C 335) e “Estuda. – Estuda com empenho. – Se tens de ser sal e luz, necessitas de ciência, de idoneidade” (C 340).

Em 1952, fundou, a Universidade de Navarra em Pamplona, Espanha, da qual foi Grão-Chanceler. Era seu desejo que essa Universidade fosse um centro de ciência, de investigação e de cultura humanística vivificada pela luz da fé. Além de fundar essa Universidade, São Josemaria incentivou várias iniciativas na área educacional ao redor do mundo, como a Universidade de Piura, fundada em 1969, no Peru.
Devido ao seu empenhado trabalho apostólico, ele foi inspirando e apoiando, o nascimento, em vários países do mundo, de escolas que conjugam uma boa formação intelectual com uma ajuda personalizada para cada aluno desenvolver em si as virtudes humanas e cristãs. Nessas escolas, os pais desempenham um papel decisivo, como primeiros educadores.
São Josemaria, através do exercício de seu sacerdócio, desenvolveu ainda uma forte obra de educação na fé de seus filhos espirituais através de suas pregações, retiros e de seus escritos, sobretudo, a sua obra mais difundida “Caminho”. O Santo viveu toda a sua vida iluminado por um forte senso de missão e pelo mistério da filiação divina, admoestando os seus dirigidos a fazerem uma profunda experiência dessa realidade em suas vidas: “Deus é meu Pai! – Se meditares nisso, não sairás desta consoladora consideração!”.
No centro da pregação de São Josemaria, está o chamado universal à santidade, vivido no meio do mundo, nas mais diferentes e correntes atividades. Ele preconizava que os cristãos leigos devem inflamar com o espírito cristão todas as atividades do mundo profissional, educacional e do âmbito familiar: “Põe um motivo sobrenatural na tua atividade profissional de cada dia, e terás santificado o trabalho” (C 359).
Para ele, o trabalho, mesmo o mais monótono ou pequeno, realizado com dedicação e esmero, concorrem para a realização da finalidade última do ser humano: a glorificação de Deus e a própria santificação: “Queres de verdade ser santo? – Cumpre o pequeno dever de cada momento; faz o que deves e está no que fazes” (C 815).
Por ocasião de sua canonização, em 6 de outubro de 2002, São João Paulo II, denominou-o “Santo do cotidiano”.

